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Quando o amor nos bate à porta e... foge!

Sexta-feira, 17.02.17

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Quantas vezes o amor nos bateu à porta e deu à sola, mesmo na altura em que estávamos com a nossa porta do coração escancarada, pronta para ele entrar? Quantas? 

 

Hoje dei por mim a pensar nas brincadeiras de criança, se o que nos acontece agora, não será o pagamento das brincadeiras dessa inocente adolescência, mas num modo rude, como a perfurar os nossos corações.

 

Quem já não brincou ao “toca e foge”, aquela brincadeira em que um dos nossos amigos tocava numa campainha e nos obrigava a todos a correr, correr tanto que até nos ofegava a respiração? Tantas, não é verdade!

 

Quantas dessas pessoas, do outro lado da campainha, estariam à espera de notícias importantes, alguma correspondência que já deveria ter chegado, aquele familiar que está distante e que há tanto tempo esperamos uma visita sua, quantas?

 

Muitos, provavelmente. Mas, na nossa inocência de criança, nunca nos passou isso pela cabeça. Queríamos era correr, pôr todos a correr, até acabar esgotados no chão, cansados de tanto correr, e acabar a rir às gargalhadas.

 

O sentimento contrário, de quem ouvia a campainha tocar, era de um vazio tremendo, que depois de abrir a porta não via nada, nem a tal correspondência que há tanto esperava nem vivalma, nada, só um vazio, um vazio de que algo chegara – porque sim, a campainha tocou – só que não era nada.

 

No amor é igual, e talvez seja o karma a pregar-nos uma partida. Quantas vezes o amor nos bateu à porta e fugiu, assim de repente, deixando a nossa porta do coração escancarada à espera de nada? São tantas…

 

 

Quantas vezes recebemos e retribuímos promessas de amor, de um novo recomeço, um novo fôlego para um coração que parecia adormecido, que só trabalhava para manter o corpo ativo?

 

E quantas dessas promessas de amor caíram num poço sem fundo, desaparecendo da noite para o dia? Tantas! Algumas pela inconstância de um dos pares, pelos fantasmas do passado, ou, simplesmente, porque afinal não havia convicção, era só mais uma palpitação do coração, algo passageiro, como os miúdos das campainhas.

 

Como na corrida do “toca e foge” o amor bateu-nos à porta, ouvimos a campainha e fomos a correr, porta do coração escancarada… e nada. Não havia nada, amor nenhum. Ele - o amor - só quis brincar às campainhas…

 

 

 
 

 

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